Os nobres bereanos

>> quarta-feira, 15 de janeiro de 2014


Vincent Cheung
Título do original: The Noble Bereans
Copyright © 2005 por Vincent Cheung. Todos os direitos reservados.
Esta publicação não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida
no todo ou em parte sem prévia autorização do autor ou dos editores.


Publicado originalmente por Reformation Ministries International
(www.rmiweb.org) PO Box 15662, Boston, MA 02215, USA

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto.
Primeira edição em português: Agosto de 2005.
Direitos para o português gentilmente cedidos
pelo autor ao site Monergismo.com

Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional
(NVI), ©2001, publicada pela Editora Vida, salvo indicação em contrário.
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ATOS 17:11
“Ora, os bereanos eram de caráter mais nobre do que os de Tessalônica, pois eceberam a mensagem com grande avidez, e examinavam todos os dias as Escrituras, para ver se o que Paulo dizia era verdade.
Quando ministros e crentes mencionam os bereanos, eles geralmente têm em mente um grupo de indivíduos que tinham discernimento, e que não eram facilmente enganados por qualquer nova mensagem que aparecesse, pois eles eram cuidadosos em checar tudo o que um pregador dizia com a Escritura. Esse não era um povo crédulo, e eles não aceitavam qualquer coisa que alguém ensinasse, a menos que viesse diretamente das Escrituras. E visto que a Escritura chama esse povo de “nobre”, é apropriado imitar o seu exemplo.
Este em si mesmo é um ensino bíblico sadio, e outras partes da Escritura também o confirmam. Por exemplo, 1 Tessalonicenses 5:21 diz: “Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom”, e 1 João 4:1 adverte: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”.
Contudo, ao dirigir a maior parte da sua atenção para a última porção de Atos 17:11, que diz que os bereanos “examinavam todos os dias as Escrituras, para ver se o que Paulo dizia era verdade”, muitas pessoas têm falhando em reconhecer o ponto principal do versículo, e um dos pontos principais da primeira metade de Atos 17.
A virtude real dos bereanos é afirmada pela ênfase principal do versículo, e não na explicação ou qualificação da ênfase principal do versículo. Visto que os bereanos são freqüentemente apresentados como modelos dignos de nossa imitação, uma visão distorcida ou parcial de sua virtude resultará numa imitação distorcida ou parcial, e assim, um caráter defeituoso precisamente na área na qual desejamos aprender deles.
A ênfase principal do versículo 11 é facilmente captada se simplesmente lermos o versículo inteiro, e então o versículo no contexto da primeira metade de Atos 17.
A palavra traduzida como “nobre” pode se referir à nascimento nobre ou caráter nobre. Ela é claramente usada no último sentido em nosso versículo. Quanto à de que forma os bereanos eram nobres, o versículo aplica a palavra a eles em contraste com o caráter dos “de Tessalônica”. Portanto, para entender o caráter nobre dos bereanos, devemos primeiramente retornar ao começo de Atos 17 e ler sobre os tessalonicenses:
"Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga judaica. Segundo o seu costume, Paulo foi à sinagoga e por três sábados arrazoou com eles a partir das Escrituras, explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos. E dizia: Este Jesus que lhes proclamo é o Cristo. Alguns dos judeus foram persuadidos e se uniram a Paulo e Silas, bem como muitos gregos tementes a Deus, e não poucas mulheres de alta posição."(Atos 17:1-4)
Sempre que Paulo chegava numa nova localidade em suas jornadas missionárias, era o seu costume visitar primeiro as sinagogas locais, de forma que ele pudesse pregar aos judeus (veja v. 10, 17).[1] Os judeus professavam a fé na Escritura, e deveria ser natural para eles abraçar avidamente uma mensagem que declarasse o perfeito cumprimento das promessas da Escritura. Assim, Paulo “discutiu com eles a partir das Escrituras”, e era sobre a base da Escritura que ele pregava o evangelho, e isso significava “explicar e provar que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos”.
Como resultado, vários do povo (tanto judeus como gregos) creram e foram salvos. Mas estes não eram os de “Tessalônica”, dos quais o versículo 11 está falando. Antes, os problemas parecem começar a partir do versículo 5:
"Mas os judeus ficaram com inveja. Reuniram alguns homens perversos dentre os desocupados e, com a multidão, iniciaram um tumulto na cidade. Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de trazê-los para o meio da multidão. Contudo, não os achando, arrastaram Jasom e alguns outros irmãos para diante dos oficiais da cidade, gritando: Esses homens, que têm causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui, e Jasom os recebeu em sua casa. Todos eles estão agindo contra os decretos de César, dizendo que existe um outro rei, chamado Jesus. Ouvindo isso, a multidão e os oficiais da cidade ficaram agitados. Então receberam de Jasom e dos outros a fiança estipulada e os soltaram." (Atos 17:5-9)
Como resultado de uma resistência zelosa à mensagem do evangelho, esses judeus (Atos 17:5-9) incitaram um tumulto na cidade contra os apóstolos. Eles manipularam a situação contra esses pregadores do evangelho fazendo acusações enganosas contra eles.
O versículo 10 mostra como os cristãos ajudaram Paulo e Silas a escaparem para Beréia. Política religiosa é um mal horrível, e ela é abundante em nossos dias. Até mesmos nos melhores círculos cristãos, os conflitos religiosos são freqüentemente realizados, não pelo discurso racional, mas incitando também a multidão, e apelando à pressão social e política. Um lado do assunto é freqüentemente preferido pela multidão e pelas instituições, e assim os argumentos bíblicos e os apelos racionais são freqüentemente suprimidos e ignorados.
Algumas vezes uma aparência de refutação pode aparecer, mas mesmo então, freqüentemente a posição antibíblica e irracional ainda é apoiada mais por sua popularidade com as pessoas e as instituições do que pela revelação bíblica. Mas aqueles que permanecem firmes sobre a Escritura e a Razão[2] não precisam temer, isto é, exceto pelas próprias almas daqueles que os perseguem.
Em todo o caso, é no contraste com esses tessalonicenses que o versículo 11 louva o caráter nobre dos bereanos. Conseqüentemente, devemos esperar que a virtude dos bereanos seja o oposto do vício dos tessalonicenses. Imediatamente percebemos que essa virtude não pode ser aquela deles checarem a pregação dos apóstolos; de outra forma, isso implicaria que o vício dos tessalonicenses era o de que eles criam muito rápido no evangelho, mas os versículos 5-9 nos diz o oposto.
A virtude dos bereanos era o oposto do vício dos tessalonicenses em que os bereanos “receberam a mensagem com grande avidez”. Diferentemente dos judeus em Tessalônica, os bereanos não duvidaram ou resistiram à mensagem do evangelho, e eles não perseguiram os pregadores ou lhes deram tempos difíceis. Essa é a ênfase principal no versículo 11, e quando procurando imitar os bereanos, essa é a característica que devemos primeiro reconhecer e considerar.
Muitos comentários falham em reconhecer essa ênfase primária ou lhe dar o lugar devido em suas exposições, e nesse momento eu não me lembro de ter ouvido nem sequer um ministro que tenha feito desse o ponto principal em seu sermão, quando ele pregou sobre o versículo 11. Eu não duvido que alguns ministros tenham reconhecido o ponto primário do versículo e tenham pregado de acordo com ele, mas esses exemplos parecem ser pouquíssimos. Pelo contrário, o versículo é mui freqüentemente usado para ensinar o discernimento, e duma forma que obscurece a característica positiva da aceitação ávida da palavra de Deus.
Juntamente com muitos outros, Matthew Henry é uma notável exceção nessa negligência. Para um comentário que tinha que cobrir tantos assuntos, ele, apesar disso, devota uma seção significante sobre como os bereanos eram ávidos em receber o evangelho. A seção que imediatamente segue, sobre discernimento, é apenas levemente longa. Ele escreve:
Eles nem prejulgaram a causa, nem foram embora com inveja dos administradores dela, como os judeus em Tessalônica o fizeram, mas muito generosamente deram tanto a ela como a eles uma justa audiência... Eles não fizerem querelas com a palavra, nem encontraram defeito, nem procuraram ocasião contra os pregadores dela; mas deram-lhe boas vindas, e colocaram uma construção cândida sobre tudo o que foi dito. Nisso eles eram mais nobres do que os judeus em Tessalônica...[3]
É somente com isso em mente que podemos entender apropriadamente o versículo 11, e entender com que atitude os bereanos “examinaram as Escrituras”. Os bereanos eram nobres em caráter, não porque eles eram duvidosos ou difíceis de convencer, mas porque eles eram ensináveis e receptivos ao evangelho. Por essa razão, algumas traduções e comentários sugerem traduzir “nobres” como “liberais”, “generosos”, “despreconceituosos” ou “mente-aberta”.[4]
Contudo, essa “mente-aberta” é ao mesmo tempo específica e restrita. É nesse ponto que deveríamos proceder para a parte final do versículo, que nos diz que, embora os bereranos fossem ávidos para ouvir a palavra de Deus, eles não eram de forma alguma pessoas tolas ou crédulas. E porque já temos considerado o ponto principal do versículo, que é dizer que eles eram ensináveis e receptivos ao evangelho, estamos prontos agora para considerar como essa abertura é qualificada.
Eles não eram como o povo de Atenas, que “não se preocupavam com outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades” (v. 21). Eles não eram ávidos para ouvir os apóstolos por causa de uma mera curiosidade ou para estímulo ou entretenimento intelectual, e eles não estavam simplesmente abertos para qualquer nova teoria ou doutrina que pedisse sua atenção. Antes, eles estavam interessados em aprender a verdade, e, verificar se “aquelas coisas eram assim” (KJV), e não simplesmente em ouvir algo que soasse interessante ou incomum. E para determinar se “aquelas coisas eram assim”, ou seja, as que Paulo pregava, eles “examinavam as Escrituras”.
Assim, eles mostraram que eles tinham “mente-aberta”, não no sentido de que eles eram tolos ou crédulos, e ainda menos relativistas ou pluralistas. Eles não estavam abertos para qualquer coisa ou qualquer um. Mas, aspirando a verdade, eles mostraram que sua abertura era racional, e por examinar as Escrituras, eles mostraram que sua abertura era bíblica, de forma que todas as teorias e doutrinas não-bíblicas eram excluídas logo no início. Isso também é parte de seu caráter nobre, e é também o que os crentes hoje devem imitar.
Além do mais, visto que é dessa maneira e sobre essa base que “muitos deles creram”, isso mostra também que a sua resposta “não era uma mera resposta emocional ao evangelho, mas uma baseada na convicção intelectual”.[5] A fé deles era uma fé genuína, uma convicção intelectual sobre a verdade revelada, e uma vida espiritual fundamentada nessa convicção bíblica e racional pode sobreviver aos testes de perseguição e tentação.
Assim como devemos seguir seu exemplo como ouvintes, não deveríamos ficar satisfeitos com nada menor da nossa audiência como pregadores. E isso significa que os ministros cristãos devem se esforçar para serem o mesmo tipo de pregadores que os bereanos ouviam, de forma que, como Paulo, devemos pregar e arrazoar “a partir das Escrituras, explicando e provando” Cristo aos nossos ouvintes.
Ainda, por causa da forma desequilibrada com que muitas pessoas têm aplicado nosso versículo, devemos novamente relembrar a nós mesmos de seu ponto principal, e a razão principal pela qual os bereanos foram chamados nobres. Eles não foram elogiados porque eram suspeitos e hostis, mas porque eram ávidos em ouvir o evangelho.
A atitude deles era: “Você tem nos trazido uma boa mensagem de Deus, vejamo-la também a partir das Escrituras”, e não, “Não nos faça de estúpidos e crédulos. Não vamos deixar você partir impune, e não queremos crer em nada que você diga, a menos que a prove para nós a partir das Escrituras”. Ora, a primeira atitude não reflete qualquer credulidade também, mas é caracterizada por um caráter nobre, uma abertura à revelação de Deus.
Deus não é agradado quando o discernimento se torna resistência e dureza de coração disfarçado. Como a Escritura diz: “Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hebreus 4:7). Cristãos de caráter “nobre” não são maliciosamente suspeitos, mas são inteligentemente ensináveis. Eles respeitam os mensageiros de Deus; são ávidos em ouvir a Palavra de Deus; e rápidos para crer e obedecer.
Assim, se vamos imitar os nobres bereanos, então recebamos prontamente a palavra de Deus de ministros fiéis, e seremos tão ávidos em afirmar e praticar a verdade que eles proclamam que examinaremos a Escritura “todos os dias” (v. 11), de forma que construiremos nossa fé e adoração correta sobre a firme rocha da revelação também.
Continuemos a ensinar os crentes a “testar todas as coisas”, mas quando falarmos sobre os bereanos, relatemos também acuradamente a natureza de seu caráter nobre, que eles eram ávidos em ouvir e receber a palavra de Deus. E nós não devemos perder essa devoção simples à palavra de Deus, mesmo que pensemos já ter adquirido muito conhecimento e discernimento; antes, permaneçamos humildes, ensináveis – e nobres.

Notas:
1 - Para uma exposição detalhada sobre a segunda metade de Atos 17, na qual Paulo trata com uma audiência não-judaica, incluindo alguns filósofos gregos, por favor, veja meu Confrontações Pressuposicionalistas, capítulo 2.
2 - A Escritura é a revelação de Cristo a Razão, ou Logos, e somente o que é escriturístico é racional. Nesse sentido, eu equaciono os dois.
3 - Matthew Henry's Commentary, Vol. 6: Acts to Revelation (Hendrickson Publishers), p. 179.
4 - Embora essas traduções sejam consistentes com o significado intencionado do versículo, é melhor reter “nobres”, visto que a palavra original se refere a algo de alta qualidade, seja em termos de nascimento como de caráter. O contexto basta para nos dizer em que sentido e de que forma os bereanos eram nobres, e algo como “mente-aberta” parece muito interpretativo, perdendo algo do significado original do versículo.
5 - I.
Howard Marshall, Acts (Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 1980), p. 280.

Fonte:monergismo.com

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Meus bons propositos

>> quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

    Meus Bons Propósitos



Bons propósitos para o novo ano... é possível cumpri-los? José toma um lápis, uma folha de papel e sempre anota os seus maus costumes e erros – e com firme decisão escreve: "Dessa vez quero cumprir meus bons propósitos".
- 1 de janeiro – "Tudo bem: durante todo o dia pensei nos meus bons propósitos".
- 2 de janeiro – "Muito trabalho na loja; num telefonema me escaparam algumas palavras que eu não deveria ter dito, mas não foi intencionalmente".
- 3 de janeiro – "...não foi tão bom; inconscientemente acendi um cigarro e fumei mais um antes que me desse conta".
- 4 de janeiro – "Hoje estou muito ocupado para pensar em bons propósitos".
- 10 de janeiro – "Bons propósitos? Que nada...! Eu nem sou tão mau assim".
Quantos de nós já passaram por essa mesma experiência! Não decorrem muitos dias depois de decidirmos mudar e notamos que é difícil melhorar a nós mesmos – e finalmente chegamos à conclusão de que nem somos tão maus assim.
Parece que faz parte da natureza humana querermos melhorar o nosso próprio eu e não o conseguirmos. A Bíblia diz: "Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal?" (Jr 13.23). Numa outra passagem a Bíblia diz: "Pelo que ainda que te laves com salitre e amontoes potassa, continua a mácula da tua iniqüidade perante mim, diz o Senhor Deus" (Jr 2.22). E ainda: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos" (Jr 17.9-10a).
As pessoas gostam de fazer um novo começo quando reconhecem sua pecaminosidade – mas infelizmente olham para a pessoa errada. Elas olham para dentro de si mesmas e tentam melhorar a natureza velha, pecaminosa – e cada vez isso termina em fracasso. Deus diz que tentar fazer algo de bom por si mesmo é uma tentativa tão inútil como tentar mudar a cor da pele de um mouro.
Contudo, Deus tem um outro caminho para mudar uma pessoa e possibilitar-lhe um novo começo. Ele oferece não apenas um novo começo, mas também apaga os pecados do passado: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17).
Neste novo começo de ano, por que você não reconhece Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, para experimentar a alegria do perdão dos seus pecados e ter a certeza da vida eterna? Ao invés de estabelecer novos bons propósitos a cada ano, você poderá olhar para o passado, para o momento em que Deus lhe deu um novo começo – uma nova vida – uma nova esperança.
Jesus disse em João 6.37: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora". (C. H.

Fonte:chamada.com.br

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O que temos aprendido!

>> quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

13854
E dali partiram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo e lhe darei água.
Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! Cantai dele:
Tu, poço, que cavaram os príncipes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador com os seus bordões; e do deserto partiram para Mataná;
Números 21:16-18
É interessante como a vida de Moises,foi marcada com episodios envolvendo agua;o  nome Moises,significa(tirado das aguas),sua irmã Miriam tambem tinha um nome relacionado a agua,seu nome significa(aguas amargas).Depois vem o rio nilo de onde Moises foi tirado quando bebê e posteriormente suas aguas se tingiram de sangue(como prova do poder divino),tambem o mar vermelho cujas aguas milagrosamente se abriram para o povo passar.
No deserto Moises foi continuamente importunado pelo povo,como provedor de agua.Porêm o episodio mais marcante envolvendo agua na vida de Moises e o que certamente foi determinante em sua vida,posto que apartir daquela experiência,a entrada na terra prometida ficou comprometida,foi o episodio das aguas que brotaram da rocha.
De tanto lhe importunarem e sobrecarregar,Moises,iradamente,bate na rocha(que de fato brota agua para o povo e seus animais),porem,não há glorificação por parte de Moises a Deus por sua providência,daí,a sentença de que não entraria na terra prometida,podendo apenas contemplar aquela benção de um lugar alto.
Paralelos com a nossa historia:
O texto biblico acima,em numeros(21:16 ao 18),nos relata a proxima experiência de Moises com a agua.
O povo retorna sedento,porêm Deus,misericordiosamente socorre Moises lhe orientando a fazer tudo diferente,do que até em tão Moises e o povo estava acostumado.
Moises não vai precisar erguer a sua vara e tocar na rocha,o povo vai experimentar a exercitar sua fé e ação por um objetivo comum:saciar a sua sêde.
O exercicio da fé,consiste em cantar um cantico,no deserto,que fale de um poço que brota.
A ação consiste em que principes,nobres,legislador,usando aquilo que tinham em mãos,cavaram poços,que certamente brotaram aguas.Porêm o texto é claro em afirmar quem lhes dêu aguas:Deus.
Vamos então aos paralelos com nossa historia,como Comunidade Cristã Vivendo em Comunhão:
-Por muitos anos de nossa caminhada,certamente tinhamos figuras que se comparavam a Moises(figuradamente em servir),dependiamos destas pessoas,para em nossos momentos de necessidade,buscar aquilo que necessitavamos.Não é que seja errado termos lideres,pastores,mentores etc,o problema é que mal acostumados,deixamos o exercicio da fé e da ação a estas pessoas,o que no fim será uma carga pesada para os mesmos,e quanto a nós,ficamos com uma fé esteril em todo o seu sentido;sem frutos.
-Quantas vezes o exercicio da evangelização(ordenança de Jesus),o exercicio da piedade,amor etc,ficaram condicionados a uma ordem que partisse do lider,para que se tornasse uma realidade.Simples atividades da nossa identificação com Jesus,se tornaram condicionados ao lider ou a denominação,ficando quase sempre aquêm do padrão biblico do proprio Cristo.
-Poderiamos continuar citando muitos exemplos praticos de como fômos nos acomodando a um sistema,cujo fim,na maioria das vezes não faz bem nêm as lideranças,nêm aos liderados.
O que aprendemos:
Acolher e sermos acolhidos
Amar e sermos amados
Servir e sermos servidos
Exortar e sermos exortados
Celebrar e sermos celebrados
De forma pratica,o exercicio dos dons,dados por Deus a cada um para edificação comum.
Nada temos contra lideranças,crêmos que existe em nosso meio,aqueles que o Senhor,na sua bondade e misericordia,têm constituido:pastores,diaconos etc,servindo com seus dons em graça.Muitas coisas certamente o Senhor nos fará aprender Dele.
Nossa dependência,se deve a ELE,que disse:Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. João 7:38
Temos aprendido,no deserto,a cantar um cantico com fé e a trabalhar com fé,pelo bem comum e podemos dizer como o profeta,tão bêm falou:-Até aqui nos ajudou o Senhor. 1 Samuel 7:12


Roberto Pereira
Fonte:www.vivendoemcomunhao.com

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