Jesus é suficiente

>> domingo, 13 de abril de 2014


"...Cristo é tudo em todos" (Colossenses 3.11)
Entre nós cristãos existe a tendência de gastar grande parte do nosso tempo buscando novas experiências espirituais, que de alguma forma nos garantam vitória permanente ou libertação dos altos e baixos da vida diária.
Corremos para participar de congressos, conferências, seminários e workshops na procura por alguma fórmula mágica enganosa que afaste os problemas de nossa vida.
Prospectos impressos em papel de alto brilho nos asseguram que o Dr. Fulano de Tal compartilhará com o público as suas revolucionárias descobertas que nos deixarão “radioativos” de tão “cheios” do Espírito Santo.
Um vizinho zeloso quer nos arrastar a todo custo para o auditório da cidade para ouvir a respeito de uma recém-descoberta fórmula que abrevia o caminho para uma vida transbordante.
As ofertas sedutoras são muitas. Um pregador faz propaganda do caminho real para a plenitude. Outro corteja seus ouvintes com o tríplice segredo da vitória. Aí nos oferecem um seminário sobre as chaves para uma vida mais profunda. Na semana seguinte há um congresso falando dos cinco passos para a santificação.
Seguimos o apelo ao altar e corremos à frente para recebermos a plenitude do Espírito Santo. Ou temos tanto anseio pela cura do corpo como se ela fosse a coisa mais importante da vida. De repente somos atraídos pela psicologia cristã e no momento seguinte achamos que a solução é a cura das memórias. Percorremos terras e mares em busca de novas alturas espirituais.
Sem dúvida, muitos desses pregadores são sérios e muitas coisas que dizem têm algum valor. Mas quando retornamos à nossa rotina diária constatamos que não há uma auto-estrada rápida e confortável até a santificação. Percebemos que os problemas continuam a existir e que precisamos viver dia após dia na dependência do Senhor.
Finalmente, deveríamos aprender que é melhor nos ocupar com o Senhor Jesus do que com experiências. Jesus não decepciona nunca. Tudo o que precisamos temos nEle e através dEle. Ele é Aquele que nos dá abundância plena em tudo.
A.B.Simpson (1844-1919), (fundador americano da CMA, um movimento missionário mundial) passou os anos iniciais de sua vida procurando por experiências, mas estas não o satisfizeram. Então escreveu o maravilhoso hino com o título “Ele mesmo”, cuja primeira estrofe e coro dizem:
Antes era a bênção, agora é o Senhor.
Antes era a emoção, agora é Sua
Palavra.

Antes queria Seus dons, agora me
alegro no Doador.

Antes eu buscava a cura, agora a Ele somente.
Tudo em tudo e para sempre, Jesus!
Eu quero cantar: Tudo em Cristo,
tudo é Cristo!
William MacDonald (7/1/1917 – 25/12/2007) viveu na California–EUA, onde desenvolveu seu ministério. Sua ênfase era de ressaltar com clareza e objetividade os ensinamentos bíblicos para a vida cristã, tanto nas suas pregações como através de mais de oitenta livros que escreveu.

Fonte:revista chamada da meia noite

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O Jejum agradavel ao Senhor

>> terça-feira, 1 de abril de 2014


Leitura bíblica: Mateus 6. 16-18

“Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram o rosto com o fim de parecer aos homens que jejuam. Em verdade vos digo que eles já receberam a recompensa. Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará.”

Provavelmente você já ficou sem comer devido a um exame clínico. A sensação não é boa e corpo reage com tonturas, dor de cabeça, e estomago “roncando”. Muitos também jejuam como exercício religioso, mas no texto de hoje vemos que jejuar pode não ter significado para Deus se for com hipocrisia – assim como ajudar quem precisa ou orar, citados no inicio do capítulo. Essas práticas cristãs, essencialmente boas, podem também destinar-se apenas para mostrar aos outros o quanto se é “espiritual”. Era assim que os fariseus agiam: jejuavam duas vezes por semana e mostravam-se abatidos e desarrumados. Como no versículo em destaque, suas práticas religiosas eram para eles mesmos, não para Deus, um teatro!

Porém diante de Deus percebemos quem realmente somos e também o que nos controla. Qualquer orgulho espiritual acaba quando percebemos o quanto dependemos do que é material e que satisfaça nossos apetites, quando deveríamos sempre buscar agradar a Deus. Por isso, o jejum é uma disciplina espiritual que desenvolve o domínio próprio e nos aproxima do Senhor que nos sustenta.

O jejum que agrada a Deus não é apenas abstinência de alimentos, mas um tempo dedicado à oração. É humilhar-se diante de Deus em arrependimento ou para interceder por algo especial, lembrando que nada que fizermos leva Deus a agir do modo que desejamos. Percebemos o quanto o alimento faz falta e como deveríamos depender mais do Senhor. Carlos Queiroz afirmou: ”Não podemos viver só de pão, tanto quanto não podemos viver só de oração; todavia, não podemos viver sem pão, na mesma proporção em que não podemos viver sem oração”. Como seria bom se tivéssemos tanta fome de Deus como pela comida! Buscaríamos o Senhor não por hábito, mas pode necessidade! Não apenas nos momentos difíceis, mas sempre! VWR

Exercícios espirituais são bons quando aumentam a influência do Espírito Santo em nós.

“Quando jejuastes e pranteastes, no quinto e no sétimo mês, durantes estes setenta anos, acaso, foi para mim que jejuastes, com efeito para mim?” Zacarias 7.


fonte:Igreja Prebiteriana de Santo Amaro

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O que é a Igreja?

>> terça-feira, 4 de fevereiro de 2014


                             



Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes

A igreja de Deus existe e está presente no mundo. O Senhor Jesus falou dela, quando disse aos discípulos que “edificaria sua igreja” (Mt 16.13-20) e quando determinou que os discípulos faltosos fossem corrigidos pela “igreja” (Mt 18.17). Podemos definir a igreja de Cristo como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por Deus, mediante a sua Palavra, e que pela ação do Espírito Santo recebem a Cristo como único Salvador e Senhor, que conhecem e adoram a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, em verdade, e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos por Cristo.
A igreja é una, ou seja, só existe uma. Cristo sempre teve somente uma noiva: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Ao mesmo tempo, ela é universal, está espalhada pelo mundo todo, e tem pessoas de todas as tribos, povos, e raças (Ap 7.9-10). Isto não quer dizer que a igreja de Cristo é do tamanho do mundo. Existe uma diferença radical entre a igreja e o mundo. A igreja está no mundo, mas não é dele. Jesus orou pela igreja mas não pelo mundo (Jo 17.9).
A igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. Deus sempre teve e terá um povo para Si, para o adorar em espírito e em verdade. A igreja de Deus, porém, atravessou duas fases históricas distintas. No período antes de Cristo ela estava grandemente resumida à nação de Israel, e funcionava com rituais, símbolos e ordenanças determinadas por Deus, como figuras e tipos de Cristo. Com a vinda de Cristo e do Espírito no dia de Pentecostes, estas cerimônias foram abolidas, e agora adoramos a Deus de forma mais simples. Porém, é a mesma igreja, o mesmo povo, no Antigo e no Novo Testamentos. Antes de Cristo, os crentes em Israel se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. Depois de Cristo, somos salvos pela fé no Messias que já veio. O autor de Hebreus inclui na mesma relação dos heróis da fé os crentes do Antigo e do Novo Testamento (veja especialmente Hb 11.39-40).
A igreja de Deus, mesmo sendo una e indivisível, existe agora em duas dimensões: (1) a igreja militante, composta dos crentes vivos neste mundo, que ainda estão lutando contra a carne, o pecado, o mundo e Satanás; e (2) a igreja triunfante, composta daqueles fiéis que, tendo vencido a luta, já partiram deste mundo, e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus (Hb12.22-23). Estas duas partes da igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor Jesus, quando houver a ressurreição dos mortos, e nosso encontro com o Senhor, para com Ele ficarmos para sempre, e com nossos irmãos de todas as épocas e de todas as partes do mundo (1Tess 4.16-18).
A igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas locais. Paulo escreveu cartas a várias destas igrejas, como a de Corinto, Tessalônica, etc. (1Co 1.2; 1Ts 1.1). Igrejas locais são a organização dos crentes, ainda que informal, que se reúnem regularmente para cultuar a Deus, serem instruídos em Sua Palavra, se edificarem mutuamente e celebrar os sacramentos. As igrejas têm direção e liderança espiritual, promovem cultos de adoração, celebram os sacramentos, anunciam o Evangelho e praticam boas obras. Estas igrejas locais podem ter um aspecto estrutural e organizacional, mas jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa, e nem os interesses organizacionais devem sobrepujar os interesses do Reino de Deus.
Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras, dependendo de quão pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali, a celebração correta dos sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros.
É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus, procurando cada vez mais aproximar-se do ideal bíblico. São os princípios bíblicos que são imutáveis, não as formas organizacionais e externas. As igrejas locais devem zelar pela pureza da pregação, da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral daqueles que ali se congregam.

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O sofrimento do cristão

>> domingo, 2 de fevereiro de 2014

imagessof
Jó 1:20-22: …”nú saí do ventre de minha mãe, e nú tornarei para lá; o Senhor o deu, e o Senhor o tomou; bendito seja o nome do Senhor”…
Muito pouco se fala ou evita-se declaradamente comentar sobre o sofrimento no meio cristão.
Falar de pobreza, doença, perda, morte, causa medo e insegurança, atentando tambem contra os interesses do sistema religioso. A falsa pregação do “evangelho das facilidades e vantagens”, forma um cristão deformado em sua base de fé, desviando seu foco para os interesses e valores deste mundo.Jargões disseminados em muitas igrejas evangélicas do tipo: ano da vitória, ano da colheita, o “pare de sofrer”, e a falsa pregação da teologia da prosperidade tem aliciado e enganado a muitos.
Os falsos mestres estão se proliferando de uma maneira incontrolável no meio cristão causando escândalo ao verdadeiro evangelho de Cristo.Mas a verdade é: o sofrimento vem para todos, inclusive para o cristão.
O pecado quando introduzido no mundo, sujeitou toda a criação à corrupção, mas um dia será libertada para a glória dos filhos de Deus, conforme escrito em Romanos 8:20-23. O livro de Atos 5:40-42 registra que os apóstolos foram açoitados para que não falassem do nome de Jesus e se alegraram por serem dignos de serem humilhados por causa do evangelho; o próprio Senhor disse conforme Atos 9:16, que era necessário que Paulo sofresse pelo seu nome; em Mateus 5:11, Jesus chama de bem aventurados aqueles que fossem perseguidos, injuriados e caluniados por causa dele; Paulo escreve aos Romanos no capitulo 5:3 que se gloriava nas tribulacões pois elas produziriam paciência, experiência e esperança junto com o maravilhoso derramamento do amor de Deus no seu coracão através do Espírito Santo ; ainda em 2 timóteo, o apóstolo Paulo afirma que todos que desejam viver piedosamente em Cristo serão perseguidos. O próprio filho de Deus aprendeu a obediência pelas coisas que sofreu, conforme registrado em Hebreus 5:8.
Com Jó não seria diferente, homem reto e justo diante de Deus e que se desviava do mal é o testemunho que o Espírito Santo lhe confere nas escrituras. Próspero, família numerosa de 10 filhos, respeitado, temente ao Senhor. Mas Deus permite que a sua vida sofra um revés e assim perde tudo que tinha, bens, filhos. Ao invés do respeito e admiração passa na moenda do desprezo, sofrimento e do abandono, quando em sua doença recebe de sua própria esposa um perverso conselho: “amaldiçoa a Deus e morre”, ao que Jó lhe responde:- “falas como uma louca, recebemos o bem de Deus e como não receberemos o mal?” Assim Jó não peca com os seus lábios diante do Senhor, mas resignado, sabe que sua vida está nas mãos de Deus e ainda que sofresse as adversidades da vida, mesmo que sujeito às fraquezas humanas, retêm sua sinceridade e fé no Deus soberano de sua vida.Durante sua prova, sofre ainda as acusações de seus amigos, que o culpam de ser o responsável pelo seu próprio sofrimento.
No auge de sua dor, faz uma proclamação profética inspirada pelo Espirito do Deus vivo quando diz: “eu sei que o meu redentor vive, e que por fim se levantará sobre a terra”, conforme registrado em Jó 19:25. Apesar de todo seu sofrimento, Jó sabia que o seu redentor assumiria o seu lugar, tomaria suas dores, seria rejeitado, desprezado, angustiado, castigado e morto em seu lugar.
Todo propósito de Deus na vida de Jó foi revelar a ele que o redentor, isto é, o seu filho amado Jesus, viria para redimir não somente a sua vida mas de toda a humanidade que aceitasse seu sacrifício. Como diz o profeta Isaías no capitulo 53:5 “o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, levou sobre si as nossas enfermidades, como ovelha muda…” tomou nosso lugar e morreu em nossa cruz. Quando Deus diz a Jó que todo o seu propósito era justificar sua vida, registrado em Jó 40:8, querendo com isso nos mostrar que ele mesmo é quem “justifica aquele que tem fé em Jesus” conforme Romanos 3:26, por sua misericórdia e amor, o grato e sincero Jó afirma: “te conheci de ouvir falar mas agora meus olhos te vêem”, conforme Jó 42:5.
Assim Jó recebe a suprema revelação que vem do Deus altíssimo que carne e sangue jamais podem revelar, isto é, “tu és o Cristo, o filho do Deus vivo”, conforme Mateus 16:17. Assim, todo propósito de Deus é, através das adversidades, do sofrimento, revelar o redentor, o salvador, o único e suficiente mediador entre nós e o criador.Assim, Deus muda o cativeiro de Jó restituindo-lhe outros 10 filhos, sua saúde, bens e morre Jó velho e farto de dias para viver a eternidade com Deus.


Fabio Mello
www.vivendoemcomunhao.com

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Os nobres bereanos

>> quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Vincent Cheung
Título do original: The Noble Bereans
Copyright © 2005 por Vincent Cheung. Todos os direitos reservados.
Esta publicação não pode ser reproduzida, armazenada ou transmitida
no todo ou em parte sem prévia autorização do autor ou dos editores.


Publicado originalmente por Reformation Ministries International
(www.rmiweb.org) PO Box 15662, Boston, MA 02215, USA

Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto.
Primeira edição em português: Agosto de 2005.
Direitos para o português gentilmente cedidos
pelo autor ao site Monergismo.com

Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional
(NVI), ©2001, publicada pela Editora Vida, salvo indicação em contrário.
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ATOS 17:11
“Ora, os bereanos eram de caráter mais nobre do que os de Tessalônica, pois eceberam a mensagem com grande avidez, e examinavam todos os dias as Escrituras, para ver se o que Paulo dizia era verdade.
Quando ministros e crentes mencionam os bereanos, eles geralmente têm em mente um grupo de indivíduos que tinham discernimento, e que não eram facilmente enganados por qualquer nova mensagem que aparecesse, pois eles eram cuidadosos em checar tudo o que um pregador dizia com a Escritura. Esse não era um povo crédulo, e eles não aceitavam qualquer coisa que alguém ensinasse, a menos que viesse diretamente das Escrituras. E visto que a Escritura chama esse povo de “nobre”, é apropriado imitar o seu exemplo.
Este em si mesmo é um ensino bíblico sadio, e outras partes da Escritura também o confirmam. Por exemplo, 1 Tessalonicenses 5:21 diz: “Mas ponham à prova todas as coisas e fiquem com o que é bom”, e 1 João 4:1 adverte: “Amados, não creiam em qualquer espírito, mas examinem os espíritos para ver se eles procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo”.
Contudo, ao dirigir a maior parte da sua atenção para a última porção de Atos 17:11, que diz que os bereanos “examinavam todos os dias as Escrituras, para ver se o que Paulo dizia era verdade”, muitas pessoas têm falhando em reconhecer o ponto principal do versículo, e um dos pontos principais da primeira metade de Atos 17.
A virtude real dos bereanos é afirmada pela ênfase principal do versículo, e não na explicação ou qualificação da ênfase principal do versículo. Visto que os bereanos são freqüentemente apresentados como modelos dignos de nossa imitação, uma visão distorcida ou parcial de sua virtude resultará numa imitação distorcida ou parcial, e assim, um caráter defeituoso precisamente na área na qual desejamos aprender deles.
A ênfase principal do versículo 11 é facilmente captada se simplesmente lermos o versículo inteiro, e então o versículo no contexto da primeira metade de Atos 17.
A palavra traduzida como “nobre” pode se referir à nascimento nobre ou caráter nobre. Ela é claramente usada no último sentido em nosso versículo. Quanto à de que forma os bereanos eram nobres, o versículo aplica a palavra a eles em contraste com o caráter dos “de Tessalônica”. Portanto, para entender o caráter nobre dos bereanos, devemos primeiramente retornar ao começo de Atos 17 e ler sobre os tessalonicenses:
"Tendo passado por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga judaica. Segundo o seu costume, Paulo foi à sinagoga e por três sábados arrazoou com eles a partir das Escrituras, explicando e provando que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos. E dizia: Este Jesus que lhes proclamo é o Cristo. Alguns dos judeus foram persuadidos e se uniram a Paulo e Silas, bem como muitos gregos tementes a Deus, e não poucas mulheres de alta posição."(Atos 17:1-4)
Sempre que Paulo chegava numa nova localidade em suas jornadas missionárias, era o seu costume visitar primeiro as sinagogas locais, de forma que ele pudesse pregar aos judeus (veja v. 10, 17).[1] Os judeus professavam a fé na Escritura, e deveria ser natural para eles abraçar avidamente uma mensagem que declarasse o perfeito cumprimento das promessas da Escritura. Assim, Paulo “discutiu com eles a partir das Escrituras”, e era sobre a base da Escritura que ele pregava o evangelho, e isso significava “explicar e provar que o Cristo deveria sofrer e ressuscitar dentre os mortos”.
Como resultado, vários do povo (tanto judeus como gregos) creram e foram salvos. Mas estes não eram os de “Tessalônica”, dos quais o versículo 11 está falando. Antes, os problemas parecem começar a partir do versículo 5:
"Mas os judeus ficaram com inveja. Reuniram alguns homens perversos dentre os desocupados e, com a multidão, iniciaram um tumulto na cidade. Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de trazê-los para o meio da multidão. Contudo, não os achando, arrastaram Jasom e alguns outros irmãos para diante dos oficiais da cidade, gritando: Esses homens, que têm causado alvoroço por todo o mundo, agora chegaram aqui, e Jasom os recebeu em sua casa. Todos eles estão agindo contra os decretos de César, dizendo que existe um outro rei, chamado Jesus. Ouvindo isso, a multidão e os oficiais da cidade ficaram agitados. Então receberam de Jasom e dos outros a fiança estipulada e os soltaram." (Atos 17:5-9)
Como resultado de uma resistência zelosa à mensagem do evangelho, esses judeus (Atos 17:5-9) incitaram um tumulto na cidade contra os apóstolos. Eles manipularam a situação contra esses pregadores do evangelho fazendo acusações enganosas contra eles.
O versículo 10 mostra como os cristãos ajudaram Paulo e Silas a escaparem para Beréia. Política religiosa é um mal horrível, e ela é abundante em nossos dias. Até mesmos nos melhores círculos cristãos, os conflitos religiosos são freqüentemente realizados, não pelo discurso racional, mas incitando também a multidão, e apelando à pressão social e política. Um lado do assunto é freqüentemente preferido pela multidão e pelas instituições, e assim os argumentos bíblicos e os apelos racionais são freqüentemente suprimidos e ignorados.
Algumas vezes uma aparência de refutação pode aparecer, mas mesmo então, freqüentemente a posição antibíblica e irracional ainda é apoiada mais por sua popularidade com as pessoas e as instituições do que pela revelação bíblica. Mas aqueles que permanecem firmes sobre a Escritura e a Razão[2] não precisam temer, isto é, exceto pelas próprias almas daqueles que os perseguem.
Em todo o caso, é no contraste com esses tessalonicenses que o versículo 11 louva o caráter nobre dos bereanos. Conseqüentemente, devemos esperar que a virtude dos bereanos seja o oposto do vício dos tessalonicenses. Imediatamente percebemos que essa virtude não pode ser aquela deles checarem a pregação dos apóstolos; de outra forma, isso implicaria que o vício dos tessalonicenses era o de que eles criam muito rápido no evangelho, mas os versículos 5-9 nos diz o oposto.
A virtude dos bereanos era o oposto do vício dos tessalonicenses em que os bereanos “receberam a mensagem com grande avidez”. Diferentemente dos judeus em Tessalônica, os bereanos não duvidaram ou resistiram à mensagem do evangelho, e eles não perseguiram os pregadores ou lhes deram tempos difíceis. Essa é a ênfase principal no versículo 11, e quando procurando imitar os bereanos, essa é a característica que devemos primeiro reconhecer e considerar.
Muitos comentários falham em reconhecer essa ênfase primária ou lhe dar o lugar devido em suas exposições, e nesse momento eu não me lembro de ter ouvido nem sequer um ministro que tenha feito desse o ponto principal em seu sermão, quando ele pregou sobre o versículo 11. Eu não duvido que alguns ministros tenham reconhecido o ponto primário do versículo e tenham pregado de acordo com ele, mas esses exemplos parecem ser pouquíssimos. Pelo contrário, o versículo é mui freqüentemente usado para ensinar o discernimento, e duma forma que obscurece a característica positiva da aceitação ávida da palavra de Deus.
Juntamente com muitos outros, Matthew Henry é uma notável exceção nessa negligência. Para um comentário que tinha que cobrir tantos assuntos, ele, apesar disso, devota uma seção significante sobre como os bereanos eram ávidos em receber o evangelho. A seção que imediatamente segue, sobre discernimento, é apenas levemente longa. Ele escreve:
Eles nem prejulgaram a causa, nem foram embora com inveja dos administradores dela, como os judeus em Tessalônica o fizeram, mas muito generosamente deram tanto a ela como a eles uma justa audiência... Eles não fizerem querelas com a palavra, nem encontraram defeito, nem procuraram ocasião contra os pregadores dela; mas deram-lhe boas vindas, e colocaram uma construção cândida sobre tudo o que foi dito. Nisso eles eram mais nobres do que os judeus em Tessalônica...[3]
É somente com isso em mente que podemos entender apropriadamente o versículo 11, e entender com que atitude os bereanos “examinaram as Escrituras”. Os bereanos eram nobres em caráter, não porque eles eram duvidosos ou difíceis de convencer, mas porque eles eram ensináveis e receptivos ao evangelho. Por essa razão, algumas traduções e comentários sugerem traduzir “nobres” como “liberais”, “generosos”, “despreconceituosos” ou “mente-aberta”.[4]
Contudo, essa “mente-aberta” é ao mesmo tempo específica e restrita. É nesse ponto que deveríamos proceder para a parte final do versículo, que nos diz que, embora os bereranos fossem ávidos para ouvir a palavra de Deus, eles não eram de forma alguma pessoas tolas ou crédulas. E porque já temos considerado o ponto principal do versículo, que é dizer que eles eram ensináveis e receptivos ao evangelho, estamos prontos agora para considerar como essa abertura é qualificada.
Eles não eram como o povo de Atenas, que “não se preocupavam com outra coisa senão falar ou ouvir as últimas novidades” (v. 21). Eles não eram ávidos para ouvir os apóstolos por causa de uma mera curiosidade ou para estímulo ou entretenimento intelectual, e eles não estavam simplesmente abertos para qualquer nova teoria ou doutrina que pedisse sua atenção. Antes, eles estavam interessados em aprender a verdade, e, verificar se “aquelas coisas eram assim” (KJV), e não simplesmente em ouvir algo que soasse interessante ou incomum. E para determinar se “aquelas coisas eram assim”, ou seja, as que Paulo pregava, eles “examinavam as Escrituras”.
Assim, eles mostraram que eles tinham “mente-aberta”, não no sentido de que eles eram tolos ou crédulos, e ainda menos relativistas ou pluralistas. Eles não estavam abertos para qualquer coisa ou qualquer um. Mas, aspirando a verdade, eles mostraram que sua abertura era racional, e por examinar as Escrituras, eles mostraram que sua abertura era bíblica, de forma que todas as teorias e doutrinas não-bíblicas eram excluídas logo no início. Isso também é parte de seu caráter nobre, e é também o que os crentes hoje devem imitar.
Além do mais, visto que é dessa maneira e sobre essa base que “muitos deles creram”, isso mostra também que a sua resposta “não era uma mera resposta emocional ao evangelho, mas uma baseada na convicção intelectual”.[5] A fé deles era uma fé genuína, uma convicção intelectual sobre a verdade revelada, e uma vida espiritual fundamentada nessa convicção bíblica e racional pode sobreviver aos testes de perseguição e tentação.
Assim como devemos seguir seu exemplo como ouvintes, não deveríamos ficar satisfeitos com nada menor da nossa audiência como pregadores. E isso significa que os ministros cristãos devem se esforçar para serem o mesmo tipo de pregadores que os bereanos ouviam, de forma que, como Paulo, devemos pregar e arrazoar “a partir das Escrituras, explicando e provando” Cristo aos nossos ouvintes.
Ainda, por causa da forma desequilibrada com que muitas pessoas têm aplicado nosso versículo, devemos novamente relembrar a nós mesmos de seu ponto principal, e a razão principal pela qual os bereanos foram chamados nobres. Eles não foram elogiados porque eram suspeitos e hostis, mas porque eram ávidos em ouvir o evangelho.
A atitude deles era: “Você tem nos trazido uma boa mensagem de Deus, vejamo-la também a partir das Escrituras”, e não, “Não nos faça de estúpidos e crédulos. Não vamos deixar você partir impune, e não queremos crer em nada que você diga, a menos que a prove para nós a partir das Escrituras”. Ora, a primeira atitude não reflete qualquer credulidade também, mas é caracterizada por um caráter nobre, uma abertura à revelação de Deus.
Deus não é agradado quando o discernimento se torna resistência e dureza de coração disfarçado. Como a Escritura diz: “Hoje, se ouvirem a sua voz, não endureçam o coração” (Hebreus 4:7). Cristãos de caráter “nobre” não são maliciosamente suspeitos, mas são inteligentemente ensináveis. Eles respeitam os mensageiros de Deus; são ávidos em ouvir a Palavra de Deus; e rápidos para crer e obedecer.
Assim, se vamos imitar os nobres bereanos, então recebamos prontamente a palavra de Deus de ministros fiéis, e seremos tão ávidos em afirmar e praticar a verdade que eles proclamam que examinaremos a Escritura “todos os dias” (v. 11), de forma que construiremos nossa fé e adoração correta sobre a firme rocha da revelação também.
Continuemos a ensinar os crentes a “testar todas as coisas”, mas quando falarmos sobre os bereanos, relatemos também acuradamente a natureza de seu caráter nobre, que eles eram ávidos em ouvir e receber a palavra de Deus. E nós não devemos perder essa devoção simples à palavra de Deus, mesmo que pensemos já ter adquirido muito conhecimento e discernimento; antes, permaneçamos humildes, ensináveis – e nobres.

Notas:
1 - Para uma exposição detalhada sobre a segunda metade de Atos 17, na qual Paulo trata com uma audiência não-judaica, incluindo alguns filósofos gregos, por favor, veja meu Confrontações Pressuposicionalistas, capítulo 2.
2 - A Escritura é a revelação de Cristo a Razão, ou Logos, e somente o que é escriturístico é racional. Nesse sentido, eu equaciono os dois.
3 - Matthew Henry's Commentary, Vol. 6: Acts to Revelation (Hendrickson Publishers), p. 179.
4 - Embora essas traduções sejam consistentes com o significado intencionado do versículo, é melhor reter “nobres”, visto que a palavra original se refere a algo de alta qualidade, seja em termos de nascimento como de caráter. O contexto basta para nos dizer em que sentido e de que forma os bereanos eram nobres, e algo como “mente-aberta” parece muito interpretativo, perdendo algo do significado original do versículo.
5 - I.
Howard Marshall, Acts (Wm. B. Eerdmans Publishing Company, 1980), p. 280.

Fonte:monergismo.com

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Meus bons propositos

>> quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

    Meus Bons Propósitos



Bons propósitos para o novo ano... é possível cumpri-los? José toma um lápis, uma folha de papel e sempre anota os seus maus costumes e erros – e com firme decisão escreve: "Dessa vez quero cumprir meus bons propósitos".
- 1 de janeiro – "Tudo bem: durante todo o dia pensei nos meus bons propósitos".
- 2 de janeiro – "Muito trabalho na loja; num telefonema me escaparam algumas palavras que eu não deveria ter dito, mas não foi intencionalmente".
- 3 de janeiro – "...não foi tão bom; inconscientemente acendi um cigarro e fumei mais um antes que me desse conta".
- 4 de janeiro – "Hoje estou muito ocupado para pensar em bons propósitos".
- 10 de janeiro – "Bons propósitos? Que nada...! Eu nem sou tão mau assim".
Quantos de nós já passaram por essa mesma experiência! Não decorrem muitos dias depois de decidirmos mudar e notamos que é difícil melhorar a nós mesmos – e finalmente chegamos à conclusão de que nem somos tão maus assim.
Parece que faz parte da natureza humana querermos melhorar o nosso próprio eu e não o conseguirmos. A Bíblia diz: "Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal?" (Jr 13.23). Numa outra passagem a Bíblia diz: "Pelo que ainda que te laves com salitre e amontoes potassa, continua a mácula da tua iniqüidade perante mim, diz o Senhor Deus" (Jr 2.22). E ainda: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá? Eu, o SENHOR, esquadrinho o coração, eu provo os pensamentos" (Jr 17.9-10a).
As pessoas gostam de fazer um novo começo quando reconhecem sua pecaminosidade – mas infelizmente olham para a pessoa errada. Elas olham para dentro de si mesmas e tentam melhorar a natureza velha, pecaminosa – e cada vez isso termina em fracasso. Deus diz que tentar fazer algo de bom por si mesmo é uma tentativa tão inútil como tentar mudar a cor da pele de um mouro.
Contudo, Deus tem um outro caminho para mudar uma pessoa e possibilitar-lhe um novo começo. Ele oferece não apenas um novo começo, mas também apaga os pecados do passado: "E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas" (2 Co 5.17).
Neste novo começo de ano, por que você não reconhece Jesus Cristo como seu Salvador pessoal, para experimentar a alegria do perdão dos seus pecados e ter a certeza da vida eterna? Ao invés de estabelecer novos bons propósitos a cada ano, você poderá olhar para o passado, para o momento em que Deus lhe deu um novo começo – uma nova vida – uma nova esperança.
Jesus disse em João 6.37: "...o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora". (C. H.

Fonte:chamada.com.br

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O que temos aprendido!

>> quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

13854
E dali partiram para Beer; este é o poço do qual o Senhor disse a Moisés: Ajunta o povo e lhe darei água.
Então Israel cantou este cântico: Brota, ó poço! Cantai dele:
Tu, poço, que cavaram os príncipes, que escavaram os nobres do povo, e o legislador com os seus bordões; e do deserto partiram para Mataná;
Números 21:16-18
É interessante como a vida de Moises,foi marcada com episodios envolvendo agua;o  nome Moises,significa(tirado das aguas),sua irmã Miriam tambem tinha um nome relacionado a agua,seu nome significa(aguas amargas).Depois vem o rio nilo de onde Moises foi tirado quando bebê e posteriormente suas aguas se tingiram de sangue(como prova do poder divino),tambem o mar vermelho cujas aguas milagrosamente se abriram para o povo passar.
No deserto Moises foi continuamente importunado pelo povo,como provedor de agua.Porêm o episodio mais marcante envolvendo agua na vida de Moises e o que certamente foi determinante em sua vida,posto que apartir daquela experiência,a entrada na terra prometida ficou comprometida,foi o episodio das aguas que brotaram da rocha.
De tanto lhe importunarem e sobrecarregar,Moises,iradamente,bate na rocha(que de fato brota agua para o povo e seus animais),porem,não há glorificação por parte de Moises a Deus por sua providência,daí,a sentença de que não entraria na terra prometida,podendo apenas contemplar aquela benção de um lugar alto.
Paralelos com a nossa historia:
O texto biblico acima,em numeros(21:16 ao 18),nos relata a proxima experiência de Moises com a agua.
O povo retorna sedento,porêm Deus,misericordiosamente socorre Moises lhe orientando a fazer tudo diferente,do que até em tão Moises e o povo estava acostumado.
Moises não vai precisar erguer a sua vara e tocar na rocha,o povo vai experimentar a exercitar sua fé e ação por um objetivo comum:saciar a sua sêde.
O exercicio da fé,consiste em cantar um cantico,no deserto,que fale de um poço que brota.
A ação consiste em que principes,nobres,legislador,usando aquilo que tinham em mãos,cavaram poços,que certamente brotaram aguas.Porêm o texto é claro em afirmar quem lhes dêu aguas:Deus.
Vamos então aos paralelos com nossa historia,como Comunidade Cristã Vivendo em Comunhão:
-Por muitos anos de nossa caminhada,certamente tinhamos figuras que se comparavam a Moises(figuradamente em servir),dependiamos destas pessoas,para em nossos momentos de necessidade,buscar aquilo que necessitavamos.Não é que seja errado termos lideres,pastores,mentores etc,o problema é que mal acostumados,deixamos o exercicio da fé e da ação a estas pessoas,o que no fim será uma carga pesada para os mesmos,e quanto a nós,ficamos com uma fé esteril em todo o seu sentido;sem frutos.
-Quantas vezes o exercicio da evangelização(ordenança de Jesus),o exercicio da piedade,amor etc,ficaram condicionados a uma ordem que partisse do lider,para que se tornasse uma realidade.Simples atividades da nossa identificação com Jesus,se tornaram condicionados ao lider ou a denominação,ficando quase sempre aquêm do padrão biblico do proprio Cristo.
-Poderiamos continuar citando muitos exemplos praticos de como fômos nos acomodando a um sistema,cujo fim,na maioria das vezes não faz bem nêm as lideranças,nêm aos liderados.
O que aprendemos:
Acolher e sermos acolhidos
Amar e sermos amados
Servir e sermos servidos
Exortar e sermos exortados
Celebrar e sermos celebrados
De forma pratica,o exercicio dos dons,dados por Deus a cada um para edificação comum.
Nada temos contra lideranças,crêmos que existe em nosso meio,aqueles que o Senhor,na sua bondade e misericordia,têm constituido:pastores,diaconos etc,servindo com seus dons em graça.Muitas coisas certamente o Senhor nos fará aprender Dele.
Nossa dependência,se deve a ELE,que disse:Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. João 7:38
Temos aprendido,no deserto,a cantar um cantico com fé e a trabalhar com fé,pelo bem comum e podemos dizer como o profeta,tão bêm falou:-Até aqui nos ajudou o Senhor. 1 Samuel 7:12


Roberto Pereira
Fonte:www.vivendoemcomunhao.com

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