Perseverando no caminho

>> quarta-feira, 19 de novembro de 2014


Sempre existiram falsos mestres. Sempre. O Novo Testamento está repleto de advertências sobre o assunto. As advertências – bíblicas e históricas – são tantas que preocupa como os cristãos de nossos dias ainda conseguem ser tão tolerantes com aquilo que a Bíblia condena. Seja por ignorância ou na conivência com o erro, os falsos mestres e seus falsos ensinos encontram morada na mente e coração de muitos nesta geração.

Mas e então? Como encarar e como se posicionar diante da necessidade de ser firme em tempos de frouxidão? Como tratar a Verdade numa era em que temos vários conceitos e várias ‘verdades’ diluídas na sopa do pluralismo pós-moderno? Acredito que nossa apologética e pregação devam ser humildes e gentis, mas sem perder a firmeza doutrinária que a Bíblia manda e que a história da igreja preservou e onde perseverou. Vejamos a advertência:

"Assim como, no passado, surgiram falsos profetas entre o povo, da mesma forma, haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao cúmulo de negarem o Soberano que os resgatou, atraindo sobre si mesmos repentina destruição. Muitos seguirão seus falsos ensinos e práticas libertinas, e por causa dessas pessoas, haverá difamação contra o Caminho da Verdade. Movidos por sórdida ganância, tais mestres os explorarão com suas lendas e artimanhas. Todavia, sua condenação desde há muito tempo paira sobre eles, e a sua destruição já está em processo." 2Pe 2.1-3 – (Bíblia King James Atualizada – KJA)

Muito bem, a advertência é clara, no contexto o apóstolo Pedro fala que os falsos mestres viriam e o cumprimento profético mostra que eles vieram e estão por aí, queira você admitir ou não. Para melhor esclarecimento do contexto bíblico, leia também Judas 4-18.

Em sua primeira carta (leia 1 Pedro), Pedro trabalha no sentido de encorajamento espiritual, ensino doutrinário fundamental e muitos conselhos para o dia-a-dia do cristão. Ele tratou na primeira carta sobre orientações pastorais para que a igreja naquele momento pudesse enfrentar a perseguição que afligia os irmãos da igreja primitiva.

Já nesta segunda carta, também conhecida por “Epístola da Verdade”, Pedro trabalha sobre o problema dos falsos mestres e suas heresias e a necessidade de alerta e combate ao erro. A sabedoria e conhecimento de Deus tratada nesta carta nos leva a reflexão sobre a necessidade de termos uma práxis cristã sadia entrelaçada a uma teologia profundamente bíblica e ortodoxa. Diante deste cenário perigoso, o porto seguro é o conhecimento de Deus. Estar firme no conhecimento da Verdade é o que faz toda a diferença, como diz Hodge:


Os crentes são filhos da luz. Do povo diz-se que perece por falta de conhecimento. Nada é mais característico da Bíblia do que a importância que ela dá ao conhecimento da verdade. Diz-se que somos gerados por intermédio da verdade; que somos santificados pela verdade; e dos ministros e mestres afirma-se que todo o seu dever é manter a palavra da vida. É por essa crença dos protestantes no essencial do conhecimento para a fé que eles insistiam tão energicamente na circulação das Escrituras e na instrução do povo. [1]

Voltando ao foco da análise bíblica de 2Pe 2.1-3, percebe-se que a sagacidade dos falsos mestres e seu falso e destruidor ensino está caracterizado por diversos pontos expostos.

V. 1 – Assim como no passado os falsos profetas (AT) estavam presentes no meio do povo de Deus, a igreja também presenciaria (e presencia) a existência dos falsos ensinos. São traiçoeiros, pois agem de forma dissimulada, lobos com vestes de cordeiro que introduzem heresias destruidoras, assolando a si mesmos e trazendo a ruína espiritual a todos os que os seguem. O cúmulo deste processo é que ao agir dissimuladamente tais falsários negam o Soberano (neste texto aplicado a Jesus Cristo, assim como em Judas 4). Nas palavras de Lloyd-Jones:

As forças do mal mobilizadas contra nós nunca são tão perigosas como quando nos falam como falsos profetas, ou falsos mestres. As forças do mal têm uma quase interminável variedade de maneiras de lidar conosco; mas, de acordo com o Novo Testamento, elas nunca são tão sutis e perigosas como quando aparecem entre nós como profetas, falsos profetas, que se nos apresentam como fiéis e capazes de guiar-nos e de mostrar-nos o caminho do livramento e do escape. [2]

V. 2 – Oferta e procura religiosa. Eis o âmbito deste versículo, pois na mesma medida que os falsos mestres ampliam o alcance das suas heresias, a massa de incautos os segue e recebem tais ensinos como verdade absoluta, mesmo que tais ensinos entrem em choque com as Escrituras. Falando em massa humana, Lloyd-Jones comenta sobre “volumes” de pessoas como algo que “não se pode avaliar verdade espiritual pelos róis; contagem de cabeças não é um método bíblico de verificar se um ensino é certo ou errado”[3]. Por outro lado vemos alguns que encaram a graça como um artifício para mergulhar no pecado, confundindo liberdade com libertinagem e transformando a graça salvadora de Cristo numa “graça barata”. Caminho perigoso e espinhoso este, que além de flagelar o causador, escandaliza o Caminho (“Caminho”, nome antigo da fé cristã, veja Atos 9.2);

V. 3 – Hereges de seitas gerais e falsos mestres de grupos pseudocristãos tem em comum a sórdida ganância, o impulso por explorar seguidores e a ânsia por dinheiro sobre dinheiro. Se a tribuna, púlpito ou altar do local onde você busca a Deus oferece e dedica mais tempo a falar sobre dinheiro e as eventuais bençãos meramente terrenas e materiais, se o líder/pastor deste local procura mais enfatizar este aspecto que a proclamação do Evangelho e o ensino de uma vida voltada para glória de Deus, cuide-se! Você pode estar sendo tragado por heresias destruidoras, conduzido por uma pessoa gananciosa, exploradora, herege e que por maior que seja sua aparência de piedade tão somente nega a Cristo.

O motivo da heresia é a ‘avareza’ – o ganho financeiro (2.3). Basta apenas analisar as palavras e a fé contidas nas teologias de várias seitas nos dias de hoje, para se entender a relevância e a urgência das advertências de Pedro. Os falsos mestres ganham os cristãos com histórias engenhosas (1.16), um padrão diretamente oposto à verdade que Pedro e os demais apóstolos testemunharam. [4]

E ainda em resumo:

Os falsos profetas são perigosos por três razões: (1) o seu método é traiçoeiro e conduz a meios vergonhosos, levando a fé a ser difamada, (2) o seu ensino é uma completa negação da verdade e (3) o seu destino é causar destruição tanto a si mesmos quanto aos seus seguidores. [5]

O campo de batalha: a vida, a família, o dia-a-dia

À medida que se aproxima o tempo do fim, cresce a apostasia. As advertências são severas quanto a isso. Como dito a pouco, seria possível citar muitos e muitos textos bíblicos sobre o assunto, mas vamos chamar atenção para esta pequena cadeia de versículos:

Jesus nos advertiu sobre o assunto de modo bem claro:

"Então Jesus lhes revelou: Cuidado, que ninguém vos seduza. Pois muitos são os que virão em meu nome, proclamando: Eu sou o Cristo!, e desencaminharão muitas pessoas… Então, numerosos falsos profetas surgirão e enganarão a muitos."  Mt 24.4,5,11 – KJA

Paulo alertou sobre o tema:

"O Espírito Santo afirma expressamente que, nos últimos tempos, alguns se desviarão da fé e darão ouvidos a espíritos enganadores e à doutrina de demônios, sob a influência da hipocrisia de pessoas mentirosas, que têm a consciência cauterizada. São líderes que proíbem o casamento e ordenam a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e estão bem firmados na verdade." 1Tm 4.1-3 – KJA

João trata sobre movimentos que pervertem a Verdade:

"Entretanto, muitos enganadores têm saído pelo mundo, os quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne. Esse é o modo de ser do mentiroso e do anticristo. Acautelai-vos, para não destruirdes a obra que realizamos com zelo, mas para que, pelo contrário, sejais recompensados regiamente. Todo aquele que não permanece no ensino de Cristo, mas acredita estar indo além dele, não tem Deus; porquanto, quem permanece na sã doutrina tem o Pai e também o Filho." 2Jo 7-9 – KJA

Judas nos “convoca” para a defesa da Verdade:

"Amados, enquanto me preparava com grande expectativa para vos escrever acerca da salvação que compartilhamos, senti que era necessário, antes de tudo, encorajar-vos a batalhar, dedicadamente, pela fé confiada aos santos de uma vez por todas. Porquanto, certos indivíduos, cuja condenação já estava sentenciada há muito tempo, infiltraram-se em vossa congregação com toda espécie de falsidades. Essas pessoas são ímpias e adulteraram a graça de nosso Deus em libertinagem e negam Jesus Cristo, nosso único Soberano e Senhor. A punição eterna dos ímpios." Jd 3-4 – KJA

É preciso admitir que o modo como a recente apologética foi promovida teve suas falhas. Talvez a pior de todas tenha sido apontar o erro e quase nunca apontar o caminho. Gritar e esbravejar sem apontar para Luz pouco ou nada ajuda quem está em trevas.

Nestes dias, onde pouco se lê e quase nada se medita nas Escrituras, não é de se estranhar que tantos cristãos tomem o texto da Bíblia a seu bel-prazer criando bizarrices icônicas! Por fim, acabam blindando a mente contra a teologia e contra a apologética, ignoram o contexto social e de decadência moral, não enxergam as mudanças no cenário cultural. Esta venda é cômoda ao passo que se sentem satisfeitos com suas vidas, com a prosperidade material (ou a busca desenfreada por tal), com a satisfação do ego, com as cócegas nos ouvidos (2Tm 4.3).

A firmeza em relação aos valores que Deus espera de seu povo é que faz toda a diferença. Olhando assim, ou estamos anunciando e proclamando o Evangelho de Cristo e sendo a sua igreja que o glorifica e adora, ou somos o contingente que está sendo levando “prá lá e prá cá” pelos ventos de doutrina (Ef 4.14).

A Graça é o caminho a ser sempre apontado e relembrado. Firmeza doutrinária, exposição bíblica, proclamar o Evangelho de Jesus e lembrar que o caminho do amor de Deus está escancarado, um caminho que Ele mesmo nos prepara a trilhar. Se apegue a Palavra. Se apegue a doutrina sadia. Confie em Deus e siga adiante, longe da sedução e engano destes falsos mestres.

Concluindo, pense no seguinte: os membros de sua casa, as pessoas a quem você ama: Cônjuge, filhos, netos, parentes. Estas pessoas precisam receber altas doses de esclarecimento bíblico e doutrinário. Deus conduzirá seu povo em caminho seguro, sua igreja não sucumbirá diante do inferno e seus falsos mestres, mas cabe a nós, embaixadores, proclamar, ensinar, viver para glória de Deus e defender a fé. E isso, como já foi dito, não é novidade, é a “velha verdade” ensinada pela Palavra de Deus.

Soli Deo gloria!

fonte:bereanos blog

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Notas:
[1] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. Hagnos. São Paulo, SP: 2001. p.1090-1091
[2] LLOYD-JONES, D.Martyn. 2 Pedro: Sermões Expositivos. PES. São Paulo, SP: 2009. p. 164-165
[3] LLOYD-JONES, D.Martyn. 2 Pedro: Sermões Expositivos. p. 168
[4] ARRINGTON, French L.; STRONSTAD, Roger. Comentário Bíblico Pentecostal do NT, vol 2. CPAD. Rio de Janeiro, RJ: 2009. p. 936

[5] CARSON, D.A. (org). Comentário Bíblico Vida Nova. Vida Nova. São Paulo, SP: 2009. p. 2086

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O que EU devo fazer para ser salvo

>> terça-feira, 7 de outubro de 2014



“... senhores, que devo fazer para que seja salvo?” At 16.30 
Paulo e Silas estavam presos em Filipos, depois de terem sido açoitados em praça pública. Com seus pés amarrados no tronco, foram jogados numa prisão imunda, por terem sido instrumentos de Deus na libertação de uma jovem endemoninhada. Longe de lamentarem aquela injusta situação ou de reivindicarem seus direitos como cidadãos romanos, resolveram orar e cantar louvores a Deus à meia-noite. Esse fato incomum chamou a atenção dos demais prisioneiros.
Todos, atentos, ouviam esse testemunho extraordinário. Deus atendeu suas orações, agradou-se de seu louvor e enviou um terremoto para abrir as portas da prisão e abalar o carcereiro. Responsável pelos prisioneiros e com medo de que tivessem fugido, puxou sua espada para se matar. Nesse momento, Paulo gritou, ordenando-lhe a não fazer nenhum mal. O homem trêmulo, arrastando-os para fora da prisão, perguntou-lhes: “O que devo fazer para ser salvo?”.
Paulo prontamente lhe respondeu: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa”. A salvação não é resultado das obras, mas da fé. A salvação não é consequência do mérito, mas expressão da graça. A salvação pode ser recebida agora e não apenas no futuro. A salvação é individual, mas pode ser desfrutada por toda a família. Você já foi salvo por Jesus?

(Fonte: Devocionário Cada Dia - Hernandes Dias Lopes)

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A Igreja de Jesus deve cumprir a Lei?

>> domingo, 31 de agosto de 2014


O Senhor Jesus, cabeça da Igreja (Ef 5.23), validou toda a Lei Mosaica, inclusive as 613 disposições, ordens e proibições, ao afirmar: “É mais fácil passar o céu e a terra do que cair um til sequer da Lei” (Lc 16.17). Ele avançou mais um passo, dizendo: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). Jesus, ao nascer, também foi colocado sob a Lei: “vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei” (Gl 4.4). Ele foi criado e educado segundo os preceitos da Lei, pois cumpria suas exigências.
O Senhor Jesus, porém, não apenas se ateve pessoalmente a toda a Lei de Moisés. Foi essa mesma Lei que O condenou à morte. Quando tomou sobre Si todos os nossos pecados, teve de morrer por eles, pois a Lei assim o exige. Vemos que a Lei foi cumprida e vivida por Jesus, e através dEle ela alcançou seu objetivo. Por isso está escrito que “...o fim da Lei é Cristo” (Rm 10.4).
Quando sou confrontado com a Lei Mosaica, ela me apresenta uma exigência que devo cumprir. Deus diz em Sua Lei : “...eu sou santo...” e exige de nós: “...vós sereis santos...” (Lv 11.44-45). Assim, a Lei me coloca diante do problema do pecado, que não posso resolver sozinho. O apóstolo Paulo escreve: “...eu, todavia, sou carnal, vendido à escravidão do pecado” (Rm 7.14).
A lei expõe e revela nossa incapacidade de atender às exigências divinas, pois ela nos confronta com o padrão de Deus. Ela nos mostra a verdadeira maneira de adorá-lO, estabelece as diretrizes segundo as quais devemos viver e regulamenta nossas relações com nosso próximo. Além disso, a Lei é o fundamento que um dia norteará a sentença que receberemos quando nossa vida for julgada por Deus. Pela Lei, reconhecemos quem é Deus e como nós devemos ser e nos portar. Mas existe uma coisa que a Lei não pode: ela não consegue nos salvar. Ela nos expõe diante de Deus e mostra que somos pecadores culpados. Essa é sua função.
Lembremos que Jesus disse: “Não penseis que vim revogar a Lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir” (Mt 5.17). O Filho de Deus está afirmando que veio a este mundo para cumprir a Lei com todas as suas 613 disposições, ordenanças e proibições. Ele realmente cumpriu todas elas, pelo que está escrito:“...o fim da lei é Cristo” (Rm 10.4). Ele conduziu a Lei ao seu final; ela está cumprida. Por que Ele o fez? Encontramos a resposta quando lemos o versículo inteiro: “Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê” (Rm 10.4). Jesus cumpriu a Lei para todos, mas Sua obra é eficaz apenas para todo aquele que crê. Segundo a Bíblia, que tipo de fé é essa? É a fé que sabe...
...que pessoa alguma é capaz de cumprir a Lei e que ninguém consegue satisfazer as exigências divinas.
... que para isso o Filho de Deus, Jesus Cristo, veio ao mundo, cumprindo as exigências da Lei até nos mínimos detalhes.
...que Jesus Cristo tomou sobre Si, em meu lugar, o castigo da Lei, que é a morte.
Agora, talvez, muitos perguntem: Não estamos removendo a base que sustenta uma ética comprometida ao dizermos que a Lei não vale mais para os cristãos renascidos? Será que saberemos como nos comportar e o que é certo ou errado se dissermos que não é preciso cumprir a Lei de Moisés?

Jesus estabeleceu uma ética muito superior...

...à ética da Lei de Moisés. Ela exige: “Não adulterarás” (Êx 20.14). Mas Jesus disse: “qualquer que olhar para uma mulher com intenção impura, no coração, já adulterou com ela” (Mt 5.28). A lei de Moisés impõe:“Não matarás” (Êx 20.13). Mas Jesus ensina: “Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt 5.44).
A ética estabelecida por Jesus Cristo supera tudo que já houve em matéria de lei moral e toda e qualquer possibilidade dentro da ética humana. Jesus exige que cumpramos normas diametralmente opostas ao nosso comportamento natural. Essa ética estabelecida por Jesus só pode ser seguida por pessoas que nasceram de novo, que entregaram todo o seu ser ao Senhor: “Porei no seu coração as minhas leis e sobre a sua mente as inscreverei” (Hb 10.16). A Bíblia diz, ainda, acerca dos renascidos: Deus “...nos habilitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata, mas o espírito vivifica” (2 Co 3.6).
Curiosamente, Paulo escreveu essas palavras justamente à igreja que tinha mais problemas com ira, ciúme, imoralidade, libertinagem e impureza espiritual entre seus membros. Mas, ao admoestá-los, ele estava dizendo aos crentes de Corinto – e, por extensão, a todos nós – que é possível ter uma ética superior e viver segundo os elevados preceitos de Jesus quando nascemos de novo. Com isso os cristãos não estão rejeitando a ética da Lei de Moisés mas estabelecem uma ética muito superior, a ética do Espírito Santo, do qual a Bíblia diz: “Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei” (Gl 5.22-23).
Como, porém, colocamos isso em prática? Simplesmente vivendo um relacionamento íntimo e autêntico com Jesus Cristo. O que pensamos, o que falamos, o que fazemos ou deixamos de fazer deve ser determinado somente por Jesus: “E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus” (Cl 3.17). Na prática, devemos nos comportar como se tudo o que fizermos levasse a assinatura de Jesus. Somente quando nos entregarmos completamente ao Senhor Jesus poderemos produzir fruto espiritual. Quando submetermos nosso ser ao Senhor, o fruto do Espírito poderá crescer em nós em todos os seus nove aspectos. Talvez nós mesmos nem o percebamos, mas certamente as pessoas que nos cercam perceberão que o Espírito está frutificando em nós. Que seja assim na vida de todos nós!

Samuel Rindlisbacher
(parte de um estudo chamado A Lei Mosaica e seu significado atual)
chamada.com.br




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Busquem e encontrarão

>> quinta-feira, 14 de agosto de 2014

JS_11_08_14_Homem_bracos_abertos
Nós precisamos buscar a Deus. Deus nos buscou. Ele ainda está nos buscando. Mas nós também devemos buscá-lo. Na verdade, a divergência principal entre Deus e o homem está no fato de que o homem não busca a Deus.
Do céu olha o Senhor para os filhos dos homens, para ver se há quem entenda, se há quem busque a Deus. Todos se desviaram e juntamente se corromperam; não há quem faça o bem, não há nem um sequer. (Salmos 14.2-3)
Jesus, no entanto, prometeu: “Busquem, e encontrarão”. Se não buscarmos, nunca encontraremos. O pastor procurou pela ovelha perdida até encontrá-la. A mulher procurou a moeda desaparecida até achá-la. Por que achamos que conosco seria diferente? Deus deseja ser encontrado, mas somente por aqueles que o buscam.
Devemos buscar diligentemente. “O homem é tão preguiçoso quanto ousa ser”, escreveu Emerson. Isso é muito sério; precisamos vencer nossa preguiça e apatia natural e concentrar forças para buscar a Deus. Deus tem pouca paciência com os preguiçosos; ele “é galardoador dos que o buscam” (Hb 11.6).
Devemos buscar humildemente. Se a preguiça é um empecilho para alguns, o orgulho pode ser um obstáculo ainda maior para outros. Precisamos reconhecer que nossas mentes limitadas são incapazes de buscar a Deus pelo seu próprio esforço, sem que ele se revele. Isso não significa que não podemos pensar de forma racional. Ao contrário, o salmista nos diz que não devemos ser como o cavalo ou a mula, sem entendimento. Devemos usar nossas mentes, mas devemos também admitir nossas limitações. Jesus disse:
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos, e as revelaste aos pequeninos.
É por isso que Jesus ama as crianças. Elas são ensináveis. Não são orgulhosas, presunçosas ou críticas. Nós precisamos ter a mente aberta, humilde e receptiva de uma criancinha.
Devemos buscar honestamente. Devemos nos aproximar da revelação de Deus não só sem orgulho, mas também sem preconceito; não só com uma mente humilde, mas também com uma mente aberta. Os estudiosos sabem o quanto é perigoso se aproximar de um objeto de estudo com ideias pré-concebidas. No entanto, muitos questionadores se aproximam da Bíblia com suas cabeças já “feitas”. A promessa de Deus, no entanto, é endereçada somente àqueles que buscam com sinceridade: Buscar-me-eis e me achareis quando me buscardes de todo o vosso coração” (Jr 29.13). Devemos, portanto, deixar de lado nossos preconceitos e abrir nossas mentes para a possibilidade de que o cristianismo seja verdadeiro.
Devemos buscar obedientemente. Essa é a condição mais difícil de ser atendida. Ao buscar a Deus, devemos nos preparar não apenas para rever nossos conceitos, mas também para mudar nosso estilo de vida. A mensagem cristã possui um desafio moral. Se ela é verdadeira, o desafio moral tem de ser aceito. Deus, portanto, não é um objeto a ser examinado de forma minuciosa e imparcial pelo homem. Você não pode colocar Deus na lente de um telescópio ou de um microscópio e dizer: “Que interessante!” Deus não é interessante. Ele é profundamente perturbador.

– Trecho retirado do livro Cristianismo Básico(John stott), páginas 18-21.
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Maravilhosa Graça


“Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus.” (Ef 2.8)

Você já parou para pensar o que é graça? Graça é a mais clara demonstração de carinho que você e eu já recebemos; é o transbordar generoso do amor de Deus por meio de Jesus Cristo!

Vejo isto muito claramente na vida de três homens. O primeiro deles é o inglês William Cowper, nascido em 1731. Aos 6 anos ele perdeu sua mãe; aos 10 anos seu pai o enviou para um internato onde viveu uma vida horrível e cheia de desapontamentos. Aos 32 anos desistiu do sonho de ser um magistrado em consequência de uma profunda depressão, que o levou a tentar o suicídio muitas vezes. Tentou pular no rio Tâmisa, mas foi impedido; ingeriu veneno, porém foi encontrado a tempo por alguém que o socorreu; atirou-se sobre uma faca, mas a lâmina quebrou com o peso do seu corpo; tentou enforcar-se, contudo um vizinho o encontrou e cortou a corda antes que ele morresse; tomou muitos comprimidos antidepressivos, mas foi salvo por sua empregada. Sofrendo de depressão aguda e profunda inquietação mental, beirando a loucura, voltou-se cada vez mais para Cristo.

Um ano após suas tentativas de suicídio, lendo a Bíblia no jardim de sua casa, uma passagem o marcou: “Todos pecaram e estão afastados da presença gloriosa de Deus. Mas, pela sua graça e sem exigir nada, Deus aceita todos por meio de Cristo Jesus, que os salva. Deus ofereceu Cristo como sacrifício para que pela sua morte na cruz, Cristo se tornasse o meio das pessoas receberem o perdão dos seus pecados, pela fé nele” (Rm 3.24-25). O Espírito Santo atuou em seu coração através daquelas palavras e ali mesmo rendeu-se a Cristo, sendo salvo dos seus pecados. O próprio Cowper afirma: "Não sei como, mas num momento, recebi poder para crer e o sol da justiça brilhou em meu coração. Vi claramente a suficiência do sacrifício feito por Cristo; o perdão através do seu sangue; a completa e ampla justificação".

Aos 34 anos, restaurado da depressão, Cowper compôs 64 hinos cristãos e muitas poesias, sendo considerado um dos maiores poetas inglês. Além da música e da poesia, ele lutou pela causa dos pobres e dos escravos!

O segundo homem a receber a graça de Deus foi o inglês John Newton, nascido em 1725. Coincidentemente ele também perdeu sua mãe muito cedo, mas sempre se lembrava das orações que ela fazia por ele, ajoelhada ao lado da cama.

Quando jovem, Newton tentou desertar da marinha inglesa, porém, como punição, foi açoitado.

Aos 25 anos iniciou seu trabalho como comandante de navio negreiro. Ele transportava escravos africanos para América. Os escravos eram marcados com ferro quente e transportados no porão do navio com os pés, mãos e pescoço acorrentados, sentados lado a lado ao longo da viagem. Quando algum escravo apresentasse diarreia, algo muito comum naquela situação, eram feitos supositórios de cordas para controlar o fluxo; se morressem, eram arremessados ao mar. Estas coisas eram feitas sob a supervisão do comandante do navio, que por vezes também açoitava os escravos. E esta era a função de John Newton.

Em uma dessas viagens, o navio enfrentou uma grande tempestade e estava prestes a afundar. Temendo a morte, e ouvindo o gemido dos negros acorrentados no porão, Newton ofereceu sua vida à Cristo: “Senhor, tem misericórdia de nós”. O Senhor veio em seu auxílio e acalmou as águas. Quando voltou para a cabine, Newton refletiu e entendeu que Deus falava com ele através da tempestade, e que a sua graça havia se manifestado.

Newton converteu-se, abandonou os navios negreiros e começou a estudar para ser pastor, função que exerceu nos últimos 43 anos de sua vida trabalhando em uma capela em Londres. Lá se tornou amigo do poeta William Cowper e juntos eles trabalharam nos cultos semanais e nas reuniões de oração. Também compuseram hinos, entre eles “Amazing Grace”, que Newton dedica ao dia da sua salvação na tempestade, dentro do navio negreiro:

“Maravilhosa graça! Como é doce o som
que salvou um pecador como eu!
Estava perdido uma vez, mas agora fui encontrado;
era cego, mas agora posso ver.
Essa graça ensinou meu coração a temer,
é a graça que alivia meus medos;
como é preciosa a graça que apareceu
no momento em que eu acreditei nela.
Terminados muitos perigos, labutas, e armadilhas,
eu estou voltando;
essa graça trouxe-me seguro até aqui,
e a graça conduzir-me-á para casa.
O senhor prometeu-me bondade,
sua palavra me dá esperança;
meu escudo e porção será,
enquanto minha vida existir.
Sim, quando esta carne e coração falharem,
e a vida mortal cessar,
eu possuirei, atravessando o véu,
uma vida da alegria e da paz.
Quando nós estivermos lá por dez mil anos,
brilhando como o sol,
não teremos menos dias para louvar a Deus
do que quando nós começamos.”

Mas o plano de Deus não se limitou apenas em juntar Willian Cowper e John Newton. Em um culto onde os amigos cantavam, um jovem chamado William Wilbeforce, recém convertido ao cristianismo, procurou o pastor Newton para ser seu conselheiro. A amizade entre eles fez brotar um anseio ardente pelo fim da escravatura, e, inspirado pelo pastor, Wilbeforce começou a levantar mais cedo para orar e ler a Bíblia. Em uma de suas devocionais, ele entendeu que sua missão era lutar pelo fim da escravatura. Então disse: “A perversidade da escravatura é tão grande, medonha e irremediável que estou completamente preparado para lutar pela abolição, seja qual forem as consequências. Nunca descansarei até conseguir a abolição da escravatura”. Apesar da fragilidade de sua saúde, ele lutou diariamente contra a escravidão.

Estes três homens ilustram a graça de Deus. Suas histórias foram entrelaçadas, como um bordado; antes da graça, víamos o bordado pelo lado avesso, sem entender como um emaranhado de fios poderia resultar em alguma coisa. Mas Deus sabe o que está bordando.

Cowper morreu em 1800, com 69 anos de idade. William Wilbeforce, em 1833, e alcançou o seu objetivo: o fim da escravatura. O hino composto por seu pastor, “Amazing Grace”, foi o hino de sua luta. Newton, antes de morrer em 1807, com 82 anos, disse: "Minha memória quase se foi, mas recordo duas coisas: eu sou um grande pecador e Cristo é meu grande salvador!". Ele foi enterrado no jardim da igreja que pastoreava e em sua lápide está escrito a frase que ele mesmo havia escolhido: “John Newton, pastor, uma vez um infiel e libertino, foi pela rica misericórdia do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo, preservado, restaurado, perdoado e chamado para pregar a fé que eu mesmo antes tentei destruir”.

Isto é a graça de Deus, e ela foi concedida a cada um de nós segundo a proporção do dom de Cristo (Ef 4.7). Se hoje você se sente escravizado, lembre-se: Cristo pode quebrar suas algemas! Fique na graça do Senhor Jesus Cristo, no amor de Deus, e na comunhão do Espírito Santo.


• Márcia Heuko, bacharelando em teologia pela Faculdade Fidelis, é coordenadora do Ministério de Ensino Didaskalia da Igreja Irmãos Menonitas Refúgio das Águias, em Curitiba, da qual é membro.mrheuko@hotmail.com

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Limpos de coracao

>> sexta-feira, 1 de agosto de 2014


Por Fabio Campos

Texto base: “Ora, o fim do mandamento é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida”. – 1 Timóteo 1.5 (AFC)

Eu creio que a igreja não está vivendo somente uma crise doutrinária. Falta pureza e um cotidiano mais simples. Muita gente “sacrificando sem obedecer”. O desejo ser evidenciado pelos homens tem tomado o lugar do desejo verdadeiro em agradar a Deus. Não há mais choro pelo próprio pecado e nem o desejo de santificação.

Uma fé fingida – relacionamentos superficiais – preocupação com o próximo apenas por aquilo que ele pode retribuir. Piedade de boca carregada de carinho - exegese ortodoxa - longas orações com lágrimas e soluços – simples protocolos demandados por uma comunidade cristã, mas na grande maioria das vezes, sem o fogo ardente e sincero; mas já que é um mandamento, então vamos, pelo menos parecer isso, para que possamos ser conhecidos como discípulos.

O interessante é que Deus ama não porque é amado! Ele ama porque é amor! Nada o Senhor encontrou em nós digno da sua misericórdia. Ele não foi seletivo devido nosso desempenho e nem o quanto O amávamos; pelo contrário, provou o seu amor para conosco que Cristo morreu por nós quando ainda éramos pecadores. Se o amor procede de Deus, logo, então, precisamos amar-nos uns aos outros. Ainda que tenhamos o apreço dos homens - o galardão da comunidade - se não amarmos de fato - não conhecemos a Deus, pois Ele é amor. Somente desta forma permaneceremos nEle e Ele me nós. Quem não ama está nas trevas!

Às vezes vejo mais graça nos lábios e misericórdia no coração naqueles que não pertence a uma igreja evangélica. Acolhimento, doçura no falar, misericórdia para com os erros, e etc., é mais constante na casa de um gentil (assim rotulado por nós). Podemos aprender com Cornélio, centurião romano, o qual foi a princípio renegado por Pedro por ser gentil. Mas tanto ele como sua família, era piedoso, temente ao Senhor e que dava muitas esmolas ao povo e orava continuamente a Deus.

Você já pensou se Deus escolhesse através do merecimento aquele a quem Ele amaria? Nós somos seletivos a quem devemos amar e nos aproximar. Talvez a prudência legitime esta atitude [da proximidade]. Todavia, outros, visam seus interesses em jogo. O tempo passa e tal pessoa não poderá me ajudar no que eu projetei, então não convém perder meu tempo com alguém assim. Não! Amar a Deus neste caminho é impossível, pois mentiroso seremos tidos, por dizer, que amamos a Deus a quem não vemos, deixando de fazer o bem (sabendo fazer) por aquele o qual vemos.

Mas quem subirá ao monte do Senhor? “Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente” (Sl 24. 3-4). O ministério, os dons, a vocação, nada são se não houver “o amor de um coração puro, uma boa consciência, e uma fé não fingida” (1 Tm 1.5). Somente os limpos de coração verão a Deus (Mt 5.8).

O “movimento pietista” foi mal compreendido por muitos no decorrer da história. Creio que sua essência tem muito a nos ensinar. Ou seja, um cristianismo autêntico e uma fé viva, eram alguns de seus pilares. Como disse Calvino: “Porque o evangelho não é uma doutrina de língua, mas de vida”. Diziam que a “pureza do ensino e da doutrina seria melhor mantida pelo arrependimento genuíno e pelo viver santo do que nas disputas teológicas e nos livros de teologia sistemática” [1].

Não devais nada a ninguém a não ser o amor. Certamente! Estou em falta! A igreja de um modo geral (a exceções isoladas) precisa de mais pureza – de uma alma mais leve, purificada pelo Espírito Santo - pois somente assim estaremos obedecendo à verdade, aperfeiçoados nas boas obras que é, o amor fraternal (e não fingido); aquele que ama uns aos outros de um coração puro (1 Pe 1.22).

Que Deus nos ajude a cuidarmos de nossa família na fé, levando em conta que Deus acolheu para si (Rm 14.1) aquele que rejeitamos deliberadamente.

'Os pobres de espírito veem e se alegram. Oh! Vocês que procuram por Deus, tenham coragem! Pois o Eterno ouve os pobres, Ele não abandona o infeliz'. - Salmos 69. 32-33 (A mensagem; E.P).

Considere este artigo e arrazoe isto em seu coração,

Soli Deo Gloria!

Notas: 

[1] OLSON, Roger. História da teologia cristã. São Paulo-SP: Vida Acadêmica, p. 490.


Fonte: Fabio Campos

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Amo a Igreja de Cristo

>> terça-feira, 17 de junho de 2014

                           
Você já ouviu falar do ecologista que amava floresta, mas odiava árvore? Ou do conferencista que ama as multidões, mas odeia gente? Ou, ainda, sobre aquele que ama a humanidade, mas é insensível e indiferente às demandas de seus familiares e parentes mais próximos?

Há muitos cristãos, nestes tempos pós-modernos, que declaram amar a igreja universal, invisível, o Corpo de Cristo ao mesmo tempo em que rejeitam e odeiam a ideia de congregar, de fazer parte de uma comunidade de fé, onde se partilha, à luz das Escrituras Sagradas, amor, fé e esperança, além de orações, histórias, dores, dramas, sorrisos, alegrias, perdas, conquistas, frustrações e decepções.

Ninguém pode pretender amar a humanidade, mas detestar a família. A família biológica é a expressão local e diminuta da humanidade. Desprezar a própria família é o mesmo que desprezar também a humanidade inteira. Semelhantemente, não podemos cair na falácia de que é possível amar o Corpo de Cristo, mas desprezar sistematicamente a igreja local, pois esta é nada mais que a expressão diminuta e temporal da Igreja Universal. A igreja, seja ela reunida em templos ou em casas, empresta sua temporalidade à igreja universal. Uma não existe sem a outra. A igreja invisível é uma abstração e não se ama e nem se relaciona com abstrações. Dizer que faz parte do Corpo de Cristo, sem, contudo, fazer parte de uma Comunidade de fé cristã local é absurdo, além de anti-bíblico, podendo ser, inclusive, extremamente conveniente para gente descomprometida.

Há famílias e famílias. Assim como há igrejas e igrejas. Há famílias opressoras; famílias adoecidas; famílias castradoras; famílias indignas de serem reconhecidas como tais. Entretanto, há famílias saudáveis; famílias boas; famílias edificantes, maduras e protetoras. Destarte, há igrejas complicadas, heréticas e infantilizadas (frequentadas e lideradas por gente idem). Todavia, há, graças a Deus, boas igrejas. Comunidades cristãs saudáveis. Imperfeitas sim, mas que se reúnem em torno de Cristo para adorá-lo e d’ Ele aprenderem.

O fato de existirem famílias bizarras não significa que não existam boas famílias. Semelhantemente, os maus exemplos de muitas igrejas não eliminam do mapa as boas greis, como alguns desigrejados mais radicais teimam em não reconhecer.

Virou moda falar mal da Igreja (lugar comum). Como não podem destruí-la, algo que nem mesmo o diabo consegue, criaram o conceito de que “amo a Igreja Invisível, mas odeio a instituição”. Besteira! Papo! Conversa Fiada! Amar apenas o “Corpo de Cristo que está espalhado pela face da terra”, mas não suportar congregar é o mesmo que dizer que ama a Deus, mas odeia o próprio irmão, algo deplorável e criticado por João (1 João 4.20-21).

É fácil amar a Igreja Invisível. Ela não tem cara. Não traz problemas. Não telefona de madrugada para que a socorramos. Difícil é amar gente complicada. Gente de carne e osso, com seus dramas, chatices, contradições e idiossincrasias. É fácil ser crente na frente das teclas de computador, postando artigos pseudocristãos em comunidades virtuais[1]. Difícil é caminhar junto. Sim...É difícil, mas é bíblico. É cristão. É eclesiológico. É neotestamentário. A isto chamamos koinonia (comunhão). Foi ensinado por Jesus Cristo (João 17). Foi praticado pelos Apóstolos (Atos 2.42-46). Foi preservado pelos Pais da Igreja. Foi resgatado pelos Reformadores. Foi mantido por muitos irmãos até chegar aos nossos dias. É uma herança digna de ser desfrutada e repassada às próximas gerações. E será! Por maiores que sejam os ataques, pois quem a garante é o Senhor da Igreja, Jesus Cristo, que prometeu sua edificação permanente e vitória final (Mateus 16.18). A Igreja é a noiva de Cristo! Ele tem cuidado muito bem dela, pois a ama e tem-na guardada para si (Efésios 5.25-27).


Amo a Igreja de Cristo. A invisível e a visível também!

Idauro Campos é Pastor Congregacional, Mestre em Ciências da Religião. Colabora com o Genizah

Fonte:genizah virtual




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